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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Há reciclar e reciclar, há Volta e taxar

 Pára tudo que temos uma novo sistema para reciclar, o Volta, aí o Vota que chegou tão limpinho para ser implementado e apresentado no nosso retângulo com sendo a ultima bolacha do pacote, acontece que essa ultima bolacha vinha partida, além de ser agua e sal o que só o nome diz muito da mesma... 

O Volta acaba por exigir um tratamento de beleza das latinhas e garrafas de plásticos, assim sendo chegamos ao ponto de ter de fazer todo um SPA as embalagens, não pode ir sem tampa, (ops como é que vai ser quando se for a um concerto ou estádio, onde as tampas não entram? ) ai que não podem estar amolgadas, não vá alguém reparar naquela ruga que a garrafa tem, o papel tem de estar intacto, .... oh senhores bamolaver, as embalagem vão ser recicladas e não para um museu, o que interessa se vão com ou sem tampa, se estão ou não amolgadas? A única coisa que deve ir imaculada é  código, para perceber se é uma garrafa de agua ou uma garrafa de óleo fula.

Já agora, e para registo dos  nossos provincianos que fizeram disto um coisa UAU, em 2016 quando estive na Alemanha já havia dessas maquinas e não era preciso tantos salameleques... esta nossa mania de ter que embelezar tudo é só parolo a roçar o saloio, uma garrafa é uma garrafa, não tem sentimentos.

Assim segundo os visionários este novo sistema iria por Portugal a reciclar e  cumprir as metas impostas, o pontinho no i, que faltou a estes senhores dizer  é que muitos de nós já o fazíamos, agora continuamos a fazer mas temos mais uma taxa para pagar, e passamos a ter o problema que existiam já noutros países  que é o do lixo espalhado pela rua, na procura dessas pétalas de mirra, que se transformam em cêntimos pelos sem abrigo e demais pessoas

Sendo o valor  irrisório, 10 cêntimos uma espécie de vasilhame dos anos 80, que para o recebermos temos de nos deslocar a um centro de recolha e é ai onde  se encontram estes comilões de garrafas de plástico e latas;  a pergunta que se impõem é, estão na rua? ou estão um pouco por todo o lado, como os contentores de reciclagem? Não, estão nas grandes superfícies, logo nas cidades e vila,, para que possamos trocar o valor por vale ou dinheiro, até aqui tudo certo, mas é tambem aqui que verificamos que os iluminados não pensam no global, não pensam no regional, não são inclusivos no pensamento, alias são citadinos, o resto que se lixe com F grande, se não vejamos : Onde é que se encontram as grandes superfícies? onde há um aglomerado de gente que justifique abertura dessas lojas, e as aldeias? onde vivem pessoas já com alguma idade, isoladas onde existe um mini mercado, um café e pouco mais? onde o pão chega numa carrinha, o que fazem essas pessoas as garrafas de plástico e latas, que dantes reciclavam? Com o Volta passam a  pagar uma taxa extra e não tem  os comilões, porque a vila esta alguns km de distancia, e a cidade a mais km está.

Ou seja cria-se um novo sistema, onde todas as organizações ambientalistas aplaudem, mas não vi ninguém preocupado com a população idosa e isolada, aquela que não tem carro para se deslocar, aquelas pessoa que recebem a visita dos mais novos nas ferias e não todas as semana, o que fazem elas as embalagens? guardam até a chegada do verão e pedir a um qualquer neto que leve dezenas de garrafas até a cidade? 

O que devíamos estar a falar é como é que as populações que ficam reféns de mais uma taxinha , sem terem meios de ir ao Volta e voltar, o que devíamos estar a debater era a forma de fazer chegar o Volta a todos.

 Assim deixo uma ideia criar um  Voltante, o Volta itinerante que corrias as vilas e aldeias mais isoladas, levando o comilão de embalagens, aqueles que não tem como chegar a ele, o comilão vulgo maquineta das embalagens, isso sim era trabalho inclusivo. A semelhança das bibliotecas que andavam de aldeia em aldeia e levavam cultura aos mais isolados, era fazer o mesmo para as benditas embalagens. Não estou a inventar nada que já não tenha sido inventado, mas a usar ideia para que não se prejudique, quem por norma já é prejudicado pelo isolamento. Tenho a certeza que deve existir um qualquer subsidio europeu para ideias brilhantes, e esta é uma ideia brilhante, sou menina para começar a fazer um projeto para apresentar as câmaras que lidam com centenas de aldeias isoladas

Porque no fundo a o reciclar não é mais que o Volta e taxar 




PS.1 " Quem roubar a minha ideia vai arder no inferno, e dizem vocês ah sim mas até lá chegar já ganhamos algum dinheiro, e eu respondo, sim, sim mas vão ser comido pela praga dos gafanhotos, que vinha descrita no antigo testamento"

PS.2" Procuro parceiro\ os e investidores para implementar esta ideia brilhante"

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